sábado, 11 de dezembro de 2010

Relapsos

Os lapsos nos protegem.
Muitas vezes pensamos que nossos atos falhos servem apenas para nos fazer pagar grandes “micos”, e vez por outra enrubescer.
Um desses atos falhos quase me impediu (eu quase me impedi) de viajar…
Contudo não poderia evitar o inevitável.
Um grande sofrimento…
Reencontrar aquilo que mais o feriu, que mais marcou, e ainda marca e fere.
Expectativas…
Frustações.
E perceber que não está nas suas mãos mas nas do outro.
E o outro é imprevisível e sempre fala por metáforas e sinais… todos falamos.
Não importa o que eu faça, isso em nada muda a situação ou a empolgação desse maldito outrem. Cantadas frouxas, cantadas sujas.
Frases soltas.
Casamento em 2020…
Eu bancando o palhaço.
A família reunida.
Festa, outras cantadas, outros olhares… atraente…(sem falsa modéstia).
Dia seguinte, agrados, presente… abraços, molemente se enlaçando em mim.
Nada.
Resisto.
A contra gosto.
Nem sei o que faço.
É muito feio alguém da minha idade chorar?
É um choro de fracasso, como perder a corrida… e eu tinha carro? estava na competição afinal?
Nada.
Adversários desconhecidos…
Sempre na volta final eu morro.
E desclassifico.

Sua indisponibilidade corrói minhas defesas… mais uma vez fiquei doente…
Fazendo o corpo pagar pela doença do coração.

Extraído do blog: indelicadezas.blogspot.com